O lado bom de estar só nas férias






Oii, como vão? Essa seria a primeira postagem de um possível blog, por que deu na minha cabeça que eu queria ter um blog. Algo me diz que quando as ideias nascem na nossa cabeça de forma inesperada, a gente deve arriscar pois vai que dá certo. E acredite, eu pensei bem (ou nem tanto), se a primeira postagem mereceria um tema nem tanto comentado, talvez angustiante para alguns. A verdade é que nós mesmos não queremos nos sentir sozinhos, e escondemos isso no cantinho do nosso cérebro para que o próprio não nos julgue com as silenciosas vozes. Mas as vozes estão aí e vão continuar por muito tempo.

Então acredite, é melhor aceitá-las. Podem parecer rudes, mas aprenda a dominá-las.

Mas não estou aqui para falar de tais vozes. Elas se conectam a este tema de certa forma, pois a ouvimos mais quando estamos sozinhos. Não necessariamente na solidão, mas sozinhos. E qual seria o benefício de estar sempre sozinho, você se pergunta? Para mim mesma é muito difícil de responder esta pergunta. Se não estamos sozinhos em nada neste mundo, não é possível que eu seja a única beirando a casa dos vinte que o círculo de amizades se reúne  a faculdade/escola e cursos extra curriculares. Seriam amizades, ou conhecidos com quem você divide as tarefas do dia a  dia? Quanto mais cedo aprender a diferenciar isso, melhor. As decepções não são tão grandes.

Talvez você se identifique se, nas férias, for o colega que mal sai de casa por várias desculpas, não tem programas à noite ou nos finais de semana, não frequente tantas festas, e na maior parte do tempo está só. No início não é tão ruim, é como se sua mente finalmente estivesse tendo suas merecidas férias, e a última coisa que quer é ter de lembrar de um cotidiano massivo de rotina e pessoas. Mas depois de um tempo, o “estar só” deixa de ser um prazer, e se torna uma pequena bolinha de angústia, que vai aumentando v a g a m e n t e. Não ao ponto de sentir falta da rotina, mas de ter alguém de sua idade para conversar.

Assim como as vozes, não deixe a bolinha da angústia crescer e sair do seu controle, isso pode te tornar depressivo. Use a solidão ao seu favor.

Aproveite para sonhar um pouco grande. Sim, todos temos aquelas ideias meio malucas que nunca levamos a sério e nem conversamos sobre, então se deixe sonhar. Aquele projeto de ganhar dinheiro da sua forma, iniciar um livro, emagrecer, falar com os crushes de amizade pela internet, você tem tempo, arrisque-se. A solidão também serve para ver filmes de animação que não teve tempo de assistir por causa das provas (eu aproveitei para ver Moana), pôr a música alta (na casa ou só no seu quarto), aproveite também para dar uma geral no seu quarto. Mude os móveis de posição, livre-se dos papéis velhos e apostilas de três períodos atrás, aceita que não precisa mais deles. Ah, não se esqueça de melhorar seus dotes culinários, eu sei que você deseja aquele bolo de leite ninho vulcão que sai Nutella de dentro (ok, essa receita pode ser um pouco difícil, dá pra começar com algo mais fácil, como pudim, brownie ou sorvete de Oreo).

Curta-se um pouco. Há outras maneiras de sentir a solidão, e não precisa ser da maneira ruim. Dá para tirar uma soneca boa de meio dia até quatro horas da tarde, ver filmes desconhecidos e depois se queixar que não tem ninguém para conversar sobre, até mesmo iniciar aquela série famosíssima que todos comentam, e por quê não conhecer? Dê uma chance, não tem nada a perder mesmo.

Estar só lhe dá o privilégio de curtir as coisas sozinho, do seu jeito, ao seu tempo. Pôr as coisas no papel e fazer planos para  futuro não é tão doloroso quanto parece, quando quem faz os questionamentos é só você, e a voz da sua cabeça que te faz ficar com o pé no chão. Caso o leitor faça parte dos cool kids, que tem um rolê diferenciado todo final de semana, por que não experimenta ficar sozinho um tempo a mais da conta? Pode aproveitar para se conhecer um pouco mais, ou só engordar mesmo.

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